Graciliano Tolentino
Entre a poesia e a realidade: uma leitura do Brasil
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Matando a Sede de Minha Boca...
No intuito de uma improvável certeza
Como quem surge num momento exato
Pacato, distante da "surrealeza" do fato
Não mais tranqüilo que a tua beleza

Mas, simples, como a leveza dos olhos
Como o andar preguiçoso e a fala calma
Ou as mãos suaves, seus dedos e suas palmas

Que me arremessam ao abismo do encanto
Me fazem mais puro e assim mesmo profano
Ao padecer momentâneo que o seja portanto

Pra somar o teu eu ao que nunca existiu em mim
E te transformar mais eu e te ser como nunca fui
Matando a sede de minha boca com a tua luz
E lhe saciar o que há de fome com meu sangue ruim...

Graciliano Tolentino
26-08-2011
Graciliano Tolentino
Enviado por Graciliano Tolentino em 26/08/2011
Alterado em 07/07/2018
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