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“NEGRO DE ESQUERDA É ESCRAVO” porque NEGRO DE DIREITA É CAPITÃO DO MATO!!!

- Crônica do dia 28-11-2019 -

Eu pensava que a pior figura preta que tinha surgido nesse período tenso tinha sido o Fernando Holliday. Ledo Engano. Agora surge a evolução do mal. O filho da Revolução Negra no Brasil, retrocesso de sua linhagem, o aborto da natureza, um alguém que nasceu num ninho tão límpido apenas para sujar o nome de seus antepassados.

Mal sabia o pai desta criatura, que quando escreveu o simbólico poema: “A MANHÔ, estaria falando de seu próprio filho, que desviou do tortuoso e angustiante caminho da libertação para tornar-se a deplorável figura do CAPITÃO DO MATO, como seu próprio irmão reconheceu.

A MANHÃ

Vê:
A manhã se espalha nos quintais,
Alegra-se a cidade e há cantigas no ar.
Tenho em meus gestos um rebanho inteiro
De atitudes brancas sem sentido,
Que não sabem falar...
Eu penso que a manhã não interpreta bem
A superfície desta pele,
Que pássaro vai nela pousar?
Ai da tristeza de meu corpo, ai,
O pássaro conhece a manhã,
E sabe que é branca a manhã,
Mas não ousa enterrar-se de novo
Na noite...
A manhã se espalha nos quintais
E a flauta matutina do pastor
Faz desenhos no ar.
Eu, no entanto, permaneço ao lado
Da manhã e das cantigas.
A noite, a grande noite, está pousada em mim
Escandalosamente!

(CAMARGO, 1961, p. 27)

Esse processo e aculturação, de fazer-se? Talvez não. Creio que de sentir-se alheio à própria história seja o melhor termo, seria compreensível, até, pra seu pai, Oswaldo Camargo, que estudou em seminário e teve fortíssima influência de cultura europeia, viveu em ambiente, como o próprio Sérgio reconhece “mais hostil” aos que são negros, mas a ele mesmo, me falta compreensão.

Não se pode chamar de ignorância por parte de Sérgio Camargo as atrocidades que ele fala a respeito do movimento negro, tendo sido criado no ambiente que foi, sendo filho de quem é. Sendo irmão de quem é. Tendo a história que tem. Talvez seja COMPLEXO DE ÉDIPO. Ou inutilidade mesmo... Como não consegue ter autoestima em alto grau, vai a em BAIXO GRAU MESMO!

Seu pai, Oswaldo de Camargo estreou sua carreira de poeta em 1959, época onde era diretor de cultura da Associação Cultural do Negro e revisor do Jornal Estado de São Paulo, jornal no qual se debutou como jornalista. Na prosa estreou em 1972 e em 1978 com novela.

A Secretaria de Estado da Cultura, editou em 1987, seu livro: O NEGRO ESCRITO - Apontamentos sobre a presença do negro na literatura brasileira. Tem diversos poemas traduzidos para o alemão, francês e espanhol.

Em 1998, recebeu, da Secretaria de Cultura de Santa Catarina, a "Medalha Cruz e Souza", foi. coordenador de literatura do Museu Afro Brasil, em São Paulo, além de diversas outras premiações, condecorações importantes e participações relevantes na história da militância negra no Brasil.

Não dá pra se falar de ignorância, falta de acesso ou qualquer outro processo que tenha culminado com que esse preto se tornasse a pessoa que se tornou, com os pensamentos que tem. Ele apenas quer destaque. Talvez queira provar algo pro pai, pro irmão, pra família, pra sociedade de uma forma geral.

Eu acho só que ele é uma pessoa doente que está buscando chamar atenção. Talvez tenha sido só um filho que era muito carente e tenha ficado sem a atenção que queria do pai que trabalhava demais em prol da causa justa que defendia. Não merece crítica, merece tratamento.

Com relação às suas falas, farei uma série sobre elas, cada uma delas precisa de pelo o menos um artigo pra desconstruir. E só farei porque esse escroto, hoje, é o PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO PALMARES, o que o faz um CAPITÃO DO MATO COM SUPER PODERES.

E eu que achava que lidar com Zulu Araújo, Lazo Matambi e Maurício Pestana era um grande problema...

Graciliano Tolentino
Graciliano Tolentino
Enviado por Graciliano Tolentino em 28/11/2019
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