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JAIRZINHO NO PLAYGROUND SOCIAL LIBERAL

- Crônica do dia 21-11-2019 -

A única coisa que ainda me deixa estarrecido dentro do PSL, e arrisco dizer que um tanto curioso é a presença de sua Aleteza Imperial e Real Luís Phelippe de Orleans e Bragança, ainda mais na ala bolsonarista. De resto, já era tudo previsível.

Existe um motivo muito importante para figuras como Jairzinho serem chamadas de “AUTOCRATAS”. É porque eles governam de acordo com a cabeça deles e em prol do interesse deles próprios! Autocratas não têm ideal nenhum voltado para qualquer outra pessoa. O objetivo dele é construir um mundo de acordo com SUA MENTE PERTURBADA.

Os Autocratas são “meninos buchudos” que não aceitam dividir os salgadinhos e os brigadeiros de sua própria festa de aniversário, e ficam brigando com todo mundo pra não comer muito pra que ele possa passar o resto da semana se deliciando com os docinhos “dele”.

Aí, além da “Tia da Escola” ter que ficar repetindo frases como:

- Jairzinho, meu amor... Você não pode matar índio, Jairzinho!

- Jairzinho... É feio você ficar matando LGBT’s...

- Jairzinho! Limpa logo esse óleo da praia, menino! Ai, ai, ai! Vou te mandar pro Tribunal de Haya!

E ele simplesmente dá de ombros e fala:

- Pode mandar sua vagabunda! Você acha que eu tenho medo? Vou mandar meu pai te demitir!

Essa é a característica de um autocrata. É aquele garoto dono da bola, que quando não consegue marcar gol leva a bola embora e acaba com a brincadeira. Isso já era claro desde o início.

Todos os governantes com o mesmo perfil do Bolsonaro se comportaram da mesma forma durante TODA A HISTÓRIA! O que me deixa estarrecido é ver como tantas pessoas inteligentes e acostumadas a lidar com criminosos, como o Delegado Waldir, não enxergaram isso, ou pior, pensaram que na vez deles pudesse ser diferente!

O interesse do Bolsonaro sempre foi governar sozinho e criar a dinastia que governaria o seu “Reich” por mil anos, por isso, fez Bolsonarinhos e os colocou nas duas casas do Congresso Nacional e na Casa Legislativa da cidade que colonizou, o Rio de Janeiro.

Lá ele viu uma oportunidade que nunca teria na São Paulo que divide o comando dos governos entre os maiores intelectuais do país, seja da elite branca ou do crime organizado, seja pelas vias oficiais ou pelo poder paralelo. Em São Paulo não cabe uma hegemonia bolsonarista.

Então, quando ele imaginou ter destruído completamente o seu inimigo externo, ou seja, o PT, personificado na figura do Lula, ele decidiu atacar a única fonte de poder que poderia lhe oferecer qualquer ameaça futura em uma conjuntura democrática: O PRÓPRIO PARTIDO!

Mais do que previsível, a ponto de SER CHATO.

Eu ainda só me pergunto uma coisa: QUE DIABO O PRÍNCIPE TÁ FAZENDO AO LADO DELE? Isso é algo que eu ainda estou tentando entender...

Graciliano Tolentino
Graciliano Tolentino
Enviado por Graciliano Tolentino em 21/11/2019
Alterado em 21/11/2019
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