Escrivinhando... - Graciliano Tolentino
Vez em quando eu sinto, em meus sonhos, o cheiro daquela terra gostosa...
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ANTÔNIO GRILO, O PREFEITO CIDADÃO!

- Crônica do dia 15-12-2018 –

Sempre ouvi histórias dos grandes exemplos de cidadania dados pelo Prefeito Antônio Grilo.

Cada trecho de cada história dele, que eu escutei sempre me fizeram refletir a respeito do quanto um coração cheio de amor possa beneficiar os outros, mesmo que a mente consciente esteja vazia de conhecimentos acadêmicos.

A construção baseada no amor, e nos sonhos, na felicidade, na vontade de ver o outro sorrir de alegria!

Por exemplo, a Orquestra Filarmônica Santa Cecília, de Água Branca, AL, fundada em 22 de Novembro de 1922 pelo Maestro José Hemiliano Vieira Sandes.

Esta é uma orquestra que é composta por pessoas comuns da sociedade, que QUEREM se tornar músicos.

As aulas são gratuitas e os músicos, a partir do momento que pegam o instrumento, passam a receber uma bolsa mensal da prefeitura.

Antônio Grilo era um prefeito tão visionário, por ser tão amoroso, que pagava um salário mínimo pra cada aluno!

E ele era tão amoroso, e tão cidadão, que as vezes extrapolava!

Tem uma história de que ele estava com alguns secretários de governo em Maceió, resolvendo alguns assuntos corriqueiros.

Em Maceió, nessa época estava ocorrendo uma campanha de limpeza pública e conscientização cidadã, muito forte!

Estavam sendo implantadas lixeiras novas na cidade, e, em todas elas, estava escrita a seguinte frase;

“SEJA CIDADÃO, CONTRIBUA COM A LIMPEZA PÚBLICA”

Ele achou bonitas as lixeiras! Lixeiras com as cores da bandeira de Alagoas, que a França de malgrado, resolveu copiar, mas não conseguiram desenhar o brasão! Toma essa França!

Ocorre é que ele era iletrado. E só via as lixeiras passando pela janela do carro, e não conseguia juntar as sílabas com velocidade suficiente, e resolveu perguntar ao secretário:

- Compadre! Que diabo tá escrito nesses lixêro?

E o letreiro foi lido pra ele. Ele, ao ouvir o que estava escrito, ordenou ao motorista:

- Pare o carro Zé!

O carro parou, ele abriu a porta e desceu, tirou uma nota de Cem Cruzeiros da carteira que estava no bolso de trás, e colocou dentro da lixeira. Sorriu satisfeito, fechou a carteira, e guardou-a novamente.

O motorista e o secretário, seu compadre, ficaram entreolhando-se sem entender nada!

Antônio Grilo entrou no carro, fechou a porta, colocou o cinto de segurança, todo orgulhoso de si próprio, e disse:

- A gente precisa contribuir com a cidadania porque a gente nunca sabe quando vai precisar dela!

Graciliano Tolentino
Graciliano Tolentino
Enviado por Graciliano Tolentino em 15/12/2018
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