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A INVASÃO DO QUILOMBO
Venha com quantas armas suas pernas e braços suportam
E com todo o comboio de mercenários assassinos
Venha com toda a sede de derramar sangue de meninos
Que cortarei suas cabeças e abandonarei pra que apodreçam

Venham com toda a lascívia de estuprar as moças
E com todo o furor de espancar as velhinhas
Que derramarei seu sangue pra dar de beber as moscas

Seus cães nunca mais saborearão a carne das nossas crianças!
Suas correntes nunca mais nos impedirá de viver!
E suas chibatas nunca mais silenciarão nossas danças!

Que quantas vezes for, gritarei a tranca rua, exu caveira e outros mais
Que nas giras de Ogum trabalharei o quanto for capaz
Que seu nome seja enterrado com sete velas negras
E que sua alma, coronel, seja entregue nas mãos de satanás!

Graciliano Tolentino
30-06-2010
Graciliano Tolentino
Enviado por Graciliano Tolentino em 01/07/2010


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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr